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1.        Marina Colasanti completa 80 anos e acumula livros e prêmios

A      autora. Marina Colasanti escreve livros para todas as idades Foto: Fabio Motta/Estadão

 Nahima Maciel

Marina Colasanti comemorou os 80 anos com um grande jantar oferecido para familiares e amigos, em 26 de setembro, mas não encerrou as celebrações no dia do aniversário. Na verdade, desde o início do ano, a escritora comemora a data redonda. Em 2017, ela lançou dois livros — Quando a primavera chegar, coletânea de contos com ilustrações próprias, e Tudo tem princípio e fim, com poesias para crianças — e foi agraciada com o XIII Prêmio Ibero-Americano SM de Literatura Infantil e Juvenil. No início do ano, Marina recebeu a notícia de que está na lista de 33 autores do mundo inteiro indicados para receber o Prêmio Hans Christian Andersen. Organizada pela International Board on Books for Young People (IBBY), a premiação é a mais importante na cena internacional da literatura infanto-juvenil e será entregue ao vencedor em março de 2018.

 

Para 2018, aliás, Marina tem muitos planos. Um livro de poesias para adultos e outro para crianças, com ilustrações do artista Rubem Grilo, estão perto de ir para o prelo. Fazer 80 anos, lembra a autora, não é algo que acontece de repente. “A gente vai avançando na vida e, de repente, chega a um ponto que, por convenções e por questões físicas, é um marco, mas o pensamento vem amadurecendo ao longo do caminho”, explica. 

 

A autora acredita que se fala pouco na morte e no envelhecimento nos dias de hoje, principalmente quando se trata de jovens e crianças. Há mais celebração da vida em forma de festa do que dos aspectos finitos que ela compreende. E isso pode ser um problema. “Essa vida em que tudo tem que ser realizado, em que estão o tempo inteiro dizendo que você tem que realizar seus sonhos, essa vida afastou os jovens, e sobretudo as crianças e adolescentes, da realidade inalterável que é a morte, o adoecimento, o problema, o impedimento, a guerra”, diz. “A compreensão e aceitação do sofrimento não é a negação. A aceitação é a vida. Porque faz parte.”

 

Marina teve conhecimento da morte e do sofrimento muito cedo. Filha de italianos nascida na Eriteia, morou em Trípoli (Líbia) quando criança e passou parte da infância na Itália, num momento de pós-guerra em que havia escassez de quase tudo. Quando veio para o Brasil, em 1948, aos 11 anos, se espantou com algumas coisas, como a abundância de comida e seu desperdício. Foi como jornalista, nos anos 1960, que deu os primeiros passos como escritora.

 

Das crônicas e contos publicados no Jornal do Brasil e na revista Nova às histórias infanto-juvenis e de poesia, a literatura se instalou e rendeu mais de 70 livros. Marina já ganhou prêmios como o Jabuti (seis, no total), o Portugal Telecom (hoje Oceanos), o Origenes Lessa (três) e outros que fazem parte de uma lista de 44 premiações. Aos 80 anos, casada com o também escritor Affonso Romano de Sant’Anna, a autora não mede palavras para falar da qualidade da produção literária para jovens no Brasil. Abaixo, ela analisa as modas literárias, fala sobre o exercício profissional da escrita, a importância de saber observar e critica a maneira festiva como as crianças e adolescentes são educados nos dias de hoje.

 

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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