A Brasília que não lê

Quem são esses brasileiros analfabetos residentes no DF?

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Li no correr desta semana  um livro suave, honesto, cujo principal mote é a ternura e o respeito pelo outro. É a tradução do romance “Our souls at night” , que no Brasil recebeu o título de “Nossas noites “. O autor americano  Kent Haruf escreveu quase que um diário pessoal sobre a relação de amizade e de amor entre dois viúvos,  idosos vivendo em uma cidadezinha no Colorado. Eles partilham pequenas alegrias e o alento para continuar vivendo, sem se vitimizar  ou perder o gosto de viver. Pena que o mundo exterior, a começar pelo filho dela, tem dificuldade em aceitar a felicidade deles, negando-lhes o direito mais primevo de viver feliz enquanto houver vida.   O livro foi publicado pela Companhia das Letras, 2017 ( 157 p.)

 

PS Li o livro logo após o lançamento em 2017.

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Neste Papo de Professora vamos trabalhar com uma aula em que os alunos leram o pequeno texto a seguir, sobre a história do português do Brasil, que depois foi discutido detalhadamente.

Os primeiros europeus que oficialmente chegaram ao Brasil vieram em uma esquadra portuguesa em 1500, e a colonização começou no mesmo século com o estabelecimento de feitorias no litoral. A língua que predominou na colônia até quase o fim do século XVII foi a denominada língua geral – a língua franca desenvolvida entre as nações indígenas tupinambá ao longo da costa atlântica e adotada pelos colonizadores, especialmente os jesuítas engajados na cristianização dos nativos.

A principal característica desse período inicial foi a existência de um bilinguismo instável. A língua geral predominante coexistindo, de um lado, com o português da elite administrativa e do clero e, de outro, as variedades do português faladas pelos aborígines bilíngues e pelos descendentes dos colonizadores.

(Bortoni-Ricardo, Stella Maris e Caxangá, Maria do Rosário Rocha. Do campo para a cidade. São Paulo: Parábola Editorial 2011 p.27)

__ Pra começar, todos sabem o que era a colônia?

__ Era o Brasil, Professora?

__ Sim, é isso. Por que o texto está dizendo “Os primeiros europeus que oficialmente chegaram ao Brasil...”? Como podemos entender a palavra “oficialmente” nessa frase?

__ Acho que é porque está no livro de História do Brasil.

__ Muito bem. Essa informação é tirada da história oficial do Brasil, conforme ela é narrada nos documentos oficiais e também nos livros de História. Mas podemos entender também, quando lemos a palavra “oficialmente”, que além do que é contado na história oficial outros povos europeus já tinham chegado ao Brasil. Depois vamos pesquisar sobre isso. Prestem atenção agora nas palavras “chegaram ao Brasil”. Existe outra forma de falarmos a mesma coisa?

__ “Chegaram no Brasil” Professora?

__ É isso mesmo, quando estamos conversando, geralmente falamos: “Cheguei na casa dela”, “Cheguei no Rio de Janeiro”, “Cheguei no Brasil”. Mas quando estamos escrevendo ou então falando com muita atenção, preferimos falar: “Cheguei à casa dela”, “Cheguei ao Rio de Janeiro”, “Cheguei ao Brasil”. Quem pode me dar um exemplo das duas maneiras de falar?

__ “Cheguei no parque” e “Cheguei ao parque”.

__ Parabéns, seu exemplo foi ótimo. Voltando ao nosso texto, todos sabem o que quer dizer “uma esquadra portuguesa”?

__ Silêncio.

Os alunos foram procurar no dicionário.

__ Esquadra é um conjunto de navios de guerra.

__ Você está certo, é o coletivo de navios de guerra. Quando não são navios de guerra, o coletivo usado é “frota”. Repetindo: uma esquadra de navios de guerra e uma frota de navios. No texto que lemos, a esquadra de navios de guerra vinha de que país?

__ Era uma esquadra portuguesa. Vinha de Portugal.

__ Em que ano, vejam aí.

__ 1500, Professora.

__ Qual o século?

__ Silêncio.

__ O ano de 1500 é o primeiro ano do século dezesseis. Vamos continuar a leitura. No mesmo século a colonização do Brasil começou. Como começou?

__ (lendo) “A colonização começou no mesmo século com o estabelecimento de feitorias no litoral”.

__ O que é litoral?

__ É na praia, onde tem o mar.

__ O litoral do Brasil são as costas do Brasil banhadas pelo mar. O mar que banha as costas do Brasil é o Oceano Atlântico. Vamos olhar no nosso globo. Vejam o Oceano Atlântico, no Hemisfério Sul, e vamos localizar o Brasil. Agora, me respondam, o que os portugueses estabeleceram no litoral? Feitorias. Essa palavra não conhecemos, vamos ao dicionário.

__ “As feitorias eram postos comerciais, formados geralmente de construções bem rústicas onde os colonizadores faziam trocas com os indígenas”. Aprendemos no nosso texto também que nesse período os colonizadores e os indígenas tupinambá falavam uma língua comum. É isso que quer dizer “língua franca”. E quem eram os jesuítas?

__ Silêncio.

__ Eram padres católicos que queriam cristianizar os índios. Nas feitorias, viviam os colonizadores, os padres jesuítas e os índios que foram cristianizados. Os índios falavam a língua tupinambá e aos poucos foram aprendendo a língua franca. Por isso nosso texto fala em “bilinguismo”. Isto é, a convivência de duas línguas. Era um bilinguismo instável, porque os índios, à medida que iam aprendendo essa língua franca, deixavam de ser bilíngues. Portanto, não era um bilinguismo estável, definitivo. Vamos ler mais um trechinho:

“... A língua geral predominante coexistindo, de um lado, com o português da elite administrativa e do clero e, de outro, as variedades do português faladas pelos aborígines bilíngues e pelos descendentes dos colonizadores.”

Os aborígines eram os indígenas. E como era formada a elite administrativa? E o clero?

__ Silêncio.

__ A elite administrativa eram os colonizadores portugueses, que tinham o poder, e o clero eram os padres jesuítas. Clero também é um coletivo. Já aprendemos hoje o coletivo de navios de guerra, que é esquadra. Clero é o coletivo de padres ou religiosos. Nesse trecho ainda há uma palavra para nós aprendermos: “aborígines”, que são povos originários de uma região. Os aborígines no Brasil eram os indígenas tupinambá. Agora vamos ler todo o nosso texto de novo. Quem gostaria de falar a todos sobre o texto que lemos?

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A alfabetização no Brasil não avança. O Pnaic falhou?

Pacto pretendia garantir que todos os brasileiros lessem e escrevessem até os oito anos, mas estamos longe disso

Por: Pedro Annunciato

 

O Pnaic, lançado no final de 2012, foi uma das apostas do MEC para resolver o problema crônico da alfabetização na Educação brasileira. (Foto: Agência Brasil)

Um projeto quase estagnado. Números da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) em outubro mostram que houve pouco avanço em leitura, escrita e Matemática entre 2014 e 2016. Para se ter uma ideia: dos mais de 2 milhões de alunos entre 7 e 10 anos que fizeram o exame em 2016, apenas 45,27% obtiveram um nível de proficiência considerado satisfatório para leitura. Em 2014, eram 43,83%.

Esses dados aparecem cinco anos depois de o MEC ter lançado o Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), criado justamente para tentar mudar a situação. Inspirado em políticas que deram certo no Ceará, o Pnaic apostou em parceria direta com os municípios, além de distribuir materiais didáticos e realizar programas de formação docente por meio de universidades públicas. Foi nesse contexto que a ANA surgiu: para acompanhar o impacto das ações no aprendizado das crianças.

À época, o programa foi visto como um avanço por colocar a alfabetização, um problema crônico no sistema de ensino brasileiro, no centro das políticas públicas. Por outro lado, houve críticas a respeito da estruturação e das metodologias adotadas em alguns materiais.

Ao anunciar os números, o governo federal sinaliza que já não acredita tanto no Pnaic. Tanto que anunciou a criação da Política Nacional de Alfabetização – que, na prática, impacta diretamente o modelo anterior. O MEC pretende, agora, ampliar a articulação com as redes e colocar 200 mil contratar auxiliares para ajudar os professores dentro das salas de aula, entre outras medidas.

LEIA MAIS: Nova política do MEC coloca assistentes de alfabetização nas escolas

De quem é a culpa?

Embora a ANA tenha sido criada em 2013 para acompanhar o impacto de políticas como o Pnaic, especialistas ouvidos por NOVA ESCOLA não acham que os números ruins de 2016 sejam suficientes para constatar que o pacto falhou. “Embora os resultados sejam, sim, preocupantes, não dá para falar ainda em uma tendência. Quando se cria uma nova política, geralmente não se avança muito no início”, explica Ernesto Martins Faria, fundador e diretor do Portal Iede e especialista em análises estatísticas.

Antônio Gomes Batista, coordenador de pesquisas do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) levanta outra questão. “O MEC não fez, ainda, uma pesquisa profunda sobre o Pnaic em si. Ele é, antes de tudo, um programa de formação, e isso leva tempo para chegar à sala de aula”, explica. “Não se pode olhar só para os dados gerais e por região. Para ter uma ideia melhor do que está ocorrendo, seria necessário analisar o desempenho por estados e municípios”, argumenta Isabel Frade, diretora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da UFMG.

A especialista acompanha de perto o Pnaic em municípios de Minas Gerais e diz que o programa de formação tem impactado positivamente a aprendizagem no estado. “E é preciso considerar outros problemas que fogem ao controle do Pnaic. Em algumas cidades, por exemplo, a falta de professores concursados fez com que muitos docentes que passaram pelo Pnaic, mas tinham contrato temporário, fossem demitidos. O trabalho de formação se perdeu”, conta Isabel.

Medidas precipitadas

Diante da ausência de uma avaliação mais profunda sobre o Pnaic, as medidas divulgadas pelo MEC, como a colocação de um segundo educador dentro da sala, podem ser um tiro no escuro. “Essas mudanças muito bruscas precisam ser vistas com cautela. Em vez de tentar implementar logo de cara um programa com 200 mil auxiliares, seria melhor realizar projetos-piloto menores, medir os resultados”, alerta Ernesto.

“A meu ver, o problema principal é que estados e os municípios não conseguem estabelecer uma política de formação e de acompanhamento de resultados. E são esses entes federativos que, de fato, chegam à ponta”, diz Antônio. “O Pnaic, por exemplo, praticamente descarta a participação das redes estaduais. Não há clareza se essa nova política resolverá esse problema de desarticulação”, completa.

A política anunciada pelo MEC sinaliza para uma maior integração das redes públicas às ações. Mas, a exemplo do que fez na reforma do Ensino Médio, o ministério pouco avançou nos detalhes do que será feito. O Pnaic, portanto, pode ser alterado antes mesmo de seus resultados serem melhor avaliados – e por experiências pouco testadas na Educação Brasileira.

 

 

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Exposição dedicada a Tarsila do Amaral ganha painel de divulgação na Times Square

POR ANCELMO GOIS

15/02/2018 08:30

Tarsila na Times Square

A exposição dedicada a Tarsila do Amaral (1886-1973), no MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York, ganhou este painel de divulgação em plena Times Square. A obra retratada na imagem é “Cartão-postal”, de 1929.

 

Exposição dedicada a Tarsila do Amaral ganha painel de divulgação na Times Square
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Paraíso do Tuiuti 2018

Samba-enredo

 
Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor?
Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz
Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê Calunga, ê! Ê Calunga!
Preto velho me contou
Preto velho me contou
Onde mora a senhora liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor
E assim quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Seu eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação
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A Odisseia Homero

Em 19 de Fevereiro de 2018, chegamos a 445 downloads deste livro. 
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Crônicas para divulgação científica

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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