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Neste Papo vamos reunir textos de estudantes do final do ensino fundamental e no início do médio sobre filmes recentes a que assistiram.

O primeiro foi o filme de suspense “Inferno”, baseado no romance de mesmo nome de Dan Brown, dirigido por Ron Howard e estrelado por Tom Hanks.

 

 

O segundo foi o filme do super-herói “Doutor Estranho”, baseado no personagem homônimo da Marvel Comics, dirigido por Scott Derrickson e estrelado por Benedict Cumberbatch.

 

 

Texto 1:

“Inferno é um filme de suspense que relata a história de Robert que acorda, depois de um acidente, em um hospital na Itália e, segundo ele, não sabe como chegou até lá pois não se lembra de muita coisa por culpa de um ferimento em sua cabeça.

Com a ajuda de uma médica que estava cuidando dele no hospital, foram juntos embora do hospital, onde havia uma assassina que está atrás de Robert por causa que ele possui uma pintura que contém pistas de onde se localiza um vírus extremamente letal que pode acabar com quase toda a vida no planeta.

Esse vírus foi criado por um milionário que tinha uma teoria de que em alguns anos toda a raça humana seria extinta pelo que fizemos com o mundo, poluindo e destruindo aos poucos, e para não sermos extintos em alguns anos muitos teriam que morrer e os que sobrassem reconstruiriam tudo desde o começo e não haveria extinção mas o Robert ao encontrar o vírus o contém em uma caixa feita para não transmitir esse vírus salvando o mundo.”

Percebe-se nesse texto que o autor tem razoável convivência com a modalidade escrita da língua. Não há erros de ortografia nem de morfossintaxe.

No primeiro parágrafo, ressalte-se o adequado uso de vírgulas e também o emprego da forma verbal “lembra” precedido do pronome átono, que tende a ser suprimido na modalidade oral da língua.

No segundo parágrafo, note-se o uso do conectivo “por causa que” mais frequente  na linguagem oral. Na sequência “... que está atrás de Robert...” a forma verbal no presente do indicativo pode ter sido motivada pela própria linguagem narrativa.

No parágrafo final o jovem autor usa a preposição* “de” introduzindo o complemento nominal* em contexto onde ela é geralmente suprimida “... tinha uma teoria de que alguns anos...”. Ocorrem ali formas do futuro do pretérito* e do imperfeito do subjuntivo*, bem empregadas. O Professor pode usar o último período, iniciado pela conjunção coordenativa* “mas”, para conversar sobre pronomes anafóricos*. Vejam que o adolescente empregou o pronome oblíquo* “o” e poderia tê-lo empregado novamente em vez do sintagma nominal*, o que seria um recurso para evitar repetições: “... mas o Robert ao encontrar o vírus o contém em uma caixa feita para não transmitir esse vírus [para não transmiti-lo] salvando o mundo.”

O emprego de pronomes pessoais, tanto no caso reto quanto no oblíquo é um capítulo da morfossintaxe que deve ser bastante enfatizado em sala de aula, evitando-se a mera memorização dos quadros pronominais encontrados nas gramáticas.

Texto 2:

“O filme ‘O Doutor Estranho’ é um filme de ficção científica, com um pouco de aventura em mundos completamente paralelos no espaço.

Tem como personagem principal o Doutor Strange, que era um doutor bem conhecido. Em um acidente de carro, Strange sofreu lesões em suas mãos o impossibilitando de continuar a trabalhar.

Strange logo ficou sabendo que com poderes místicos poderia se curar, então ele fez uma grande jornada até a Anciã que o ajudaria a ter os poderes místicos e curar suas mãos com esses poderes.

Ele aprende coisas incríveis sobre esses tais poderes místicos e logo os coloca em prática. Só que vem (sic) inimigos da Anciã derrubar seu reino. Strange decide ajudá-los (sic) com seus novos poderes.

Eles conseguem derrotar com sucesso os vilões, só que a Anciã, ferida por uma estaca, morre causando um grande aperto em Strange por ela ser a sua professora.

Ele continua sua jornada sem a Anciã.”

Note-se, inicialmente, que o primeiro parágrafo é uma introdução competente.

O segundo parágrafo dá ensejo à discussão sobre o uso do pronome oblíquo acompanhando o gerúndio, onde é recomendável a ênclise.

Na sequência “só que vem (sic) inimigos da Anciã” é importante trabalhar a forma plural do verbo “vir” que se distingue da forma singular pelo acento circunflexo. Mais importante ainda é comentar a ambiguidade na sequência “Strange decide ajudá-los”, que só é inteligível pelo conhecimento prévio dos leitores, pois Strange é um protagonista do bem, que luta contra os vilões.

Brasília, Março de 2017.

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__ Vejam como hoje está chovendo. Estamos em fevereiro, mês de muita chuva em Brasília. Vamos aproveitar e ler um livrinho sobre a infiltração das águas da chuva, escrito por José Camapum de Carvalho e Ana Cláudia Lelis: Cartilha Infiltração (série Geotecnia UnB: v. 2, 2011).

“No Brasil, enquanto em algumas regiões ocorrem alagamentos, inundações e rupturas de encostas naturais em consequência de intensas e frequentes precipitações, em outras, secam nascentes, falta água para a agropecuária e mesmo para o suprimento das necessidades humanas."

__ Vocês sabem o que é uma ruptura de encosta natural?

__ É quando cai as margens do rio, não é Professora?

__ É isso mesmo, as margens dos rios podem desmoronar se aumentar muito o volume de água.

__ E o que o autores queriam dizer quando falaram em “precipitações”?

__ Silêncio

__ Vejam aqui no texto. Na mesma frase onde ocorre essa palavra, eles falam também em “alagamentos e inundações”. Por que ocorrem os alagamentos e as inundações?

__ Porque chove muito em algum lugar, não é Professora?

__ Muito bem, já sabem o que são precipitações?

__ Acho que é chuva.

__ Você está certo. Eles estão dizendo que em alguns lugares cai muita chuva e em outros tem a seca. O que acontece quando falta chuva? Procurem no texto.

__ Lendo “... falta água para a agropecuária e mesmo para o suprimento das necessidades humanas.”

__ O que é “suprimento das necessidades humanas”?

__ É quando a gente sente sede e toma água.

__ Pois é, as necessidades humanas são a sede das pessoas e dos animais e também a água para limpeza e para irrigar as plantações. Sem água as lavouras não produzem e os animais morrem. Vejam bem, tudo que tem vida necessita de água. Todos os animais, inclusive a espécie humana, e todos os vegetais. Alguns precisam mais do que outros, mas todos precisam da água. O nosso planeta, a Terra, tem vida vegetal e animal porque é um planeta onde existe água em estado líquido. Também usamos a água para o nosso conforto, para a nossa higiene e a limpeza do meio onde vivemos. 

 

__ Agora cada um vai escolher um colega e vai conversar sobre esse tema: A utilidade da chuva.

Mas tem outra informação importante aqui:

“O uso da água da chuva permite otimizar esse bem natural disponível; por outro lado, a infiltração do excedente, além de evitar alagamentos e inundações, permite a recarga dos aquíferos, contribuindo, assim, para minimizar a escassez de água.”

__ Vejam que os autores trazem uma informação nova. Qual é a palavrinha que melhor descreve essa informação? Leiam novamente. A palavrinha é “infiltração”. Todos nós sabemos o que é infiltração?

__ É quando a água da chuva entra na terra.

__ Isso mesmo. O excesso de chuva é absorvido pelo solo e vai aumentar o volume dos aquíferos. Vamos ao dicionário para ver o que é um aquífero.

Aquífero é uma formação geológica subterrânea capaz de armazenar água, formando imensos lagos no subsolo.

__ São lagos no subsolo. Quando perfuramos o solo em cima de um aquífero a água sobe à superfície. Vamos continuar a ler.

“Dois terços da superfície terrestre são cobertos por água, mas estima-se que menos de 1% é própria para uso humano. Cerca de 3% da água existente no planeta é água doce e quase sua totalidade é subterrânea.

/.../ 

Para preservação dos mananciais, é fundamental e proteção das matas ciliares e a garantia de boa parcela de infiltração, possibilitando a recarga dos aquíferos...”

__ Peguem seus cadernos e completem esta sentença: Para preservação dos mananciais de água é fundamental a proteção das _______________. Quem escreveu “matas ciliares” acertou. Vamos voltar ao dicionário para aprendermos o que significa o adjetivo* que está qualificando esse tipo de mata.

As matas ciliares são aquelas que ficam bem próximas às nascentes de córregos, rios e lagos, protegendo suas margens da erosão e do ressecamento dos barrancos. 

Brasília, Março de 2017.

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Um país movido (só) pelo vento

Marcelo Rubens Paiva

01 Março 2017 | 11h12

 

 

Sexta-feira dia 24 de fevereiro de 2017, um dia para entrar para a História.

Um país, a Dinamarca [população 5,6 milhões], conseguiu o feito inédito: o vento do mar e da costa, passando por turbinas eólicas, gerou energia suficiente para suprir toda necessidade do país.

A eletricidade de um dia foi completamente limpa.

É o que informa a WindEurope: da costa, veio um total de 70 gigawatt-hora (GWh), dos mares, 27 GWh.

É energia suficiente para abastecer o consumo diário de dez milhões de pessoas.

Fonte: www.cleantechnica.com

O recorde de captação foi batido graças a nova turbina de vento de 9 MW da empresa Vestas, a campeã em captação, em Østerild.

São as maiores já construídas, com 250m de altura [equivalente a um prédio de 80 andares].

São tão grandes, que viraram atração turística.

 

Fonte : Estadão Cultura 

1/3/2017

 

  

 

Atalho para as Correções

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O que você fez hoje à tarde?

Antônio Prata

 

 

 

 

Eu não precisava ir ao supermercado. Comprar água com gás foi uma desculpa que arrumei pra sair um pouco de casa depois de dois dias sem ver a rua, trabalhando e cuidando das crianças. Percebi que era uma desculpa quando me flagrei, já com a garrafa solitária no fundo do carrinho, vagando pelo linóleo bege dos corredores. Fiquei com certa pena daquela garrafa, entendi que a pena era de mim e decidi que, se a ideia era passear, eu merecia coisa melhor do que a gôndola de enlatados do Pão de Açúcar.

Sento no balcão do bar. Peço um chope. Há um casal por ali. Estão um de frente pro outro, numa mesa, de lado pra mim, de modo que posso xeretá-los sem incomodar. Vestem camisas de bandas de rock, jeans pretos, coturno, ela, ele um All Star que talvez traga na sola resquícios da lama do primeiro Rock in Rio. Devem ter 40, 45 anos.

Dividem uma garrafa de cerveja, e há dois copinhos vazios sobre a mesa. Me agrada pensar que eram duas doses de Jack Daniel's. Roqueiros bebem bourbon. Uma década atrás eu acharia meio ridículo pessoas de 40, 45 anos vestidas de roqueiro –ou de punk ou de rapper ou de rastafári.

Ainda próximo à adolescência, eu via esses estilos como fantasias, adereços falsos que meninos e meninas escolhiam para se darem bem no colegial. Lembro do meu assombro ao voltar de umas férias, olhar o pátio da escola e me sentir num baile de carnaval. Não havia piratas nem baianas, mas branquelos de dread e nerds recém-convertidos ao Iron Maiden não ficavam muito atrás no quesito alegoria.

O casal, porém, não parece fantasiado. Pelo contrário, os dois soam autênticos naquele estilo, tão autênticos que olho a minha bermuda, minha camiseta e meu Nike Air com meia soquete e começo a me sentir incomodado. Eles estão certos, eu é que pareço imaturo, bagunçado, como se aos 39 anos ainda não tivesse encontrado meu lugar no mundo. Encaro os dois com admiração e, logo em seguida, com inveja.

O rock é uma coisa bonita que a humanidade criou no século 20, esse século tão marcado por horrores. Foi a trilha sonora da emancipação da juventude, da revolução sexual, de todo tipo de contestação. O rock é cético em relação à política, não acredita "no sistema", mas acredita no amor, sem medo de ser piegas. Manda um "Welcome to the Jungle" no lado A, mas não tem vergonha de assoviar "Patience" no lado B.

Talvez o parágrafo anterior tenha soado meio piegas. É que neste momento da crônica eu já estou no segundo chope. Sigo espiando meu casal. Não consigo imaginar aqueles dois brigando no Facebook, falando do Moro e do Doria e do petrolão.

Se Deus ou algo que o valha baixasse agora neste bar, me segurasse pelos ombros e perguntasse "o que você fez hoje à tarde?" eu falaria do trabalho, de um artigo que li sobre Trump, de uma briga com a tia Madalena no WhatsApp da família. O meu casal talvez respondesse: "Nós achamos um vinil do George Harrison na Galeria do Rock e ouvimos "While My Guitar Gently Weeps". Taí algo de útil a fazer com a sua vida ou, pelo menos, com a sua tarde –o que vem a ser, convenhamos, a mesmíssima coisa.

 

Fonte : Folha de São Paulo, acesso em  27/02/2017

 

Font

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Li com meus alunos a matéria “Sete Terras logo ali” no Correio Braziliense (Caderno Ciência)  de 23 de fevereiro de 2017. O que se segue é um relato dessa atividade.

 

Foi descoberto um novo sistema solar, composto pela estrela anã Trappist-1, que emite uma luz bem mais fraca que o sol, e sete planetas, que está a cerca de quarenta anos-luz da Terra.

 

__ Vamos pesquisar a distância de um ano-luz na internet:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ano-luz.

Vocês acham que esta notícia é importante? Por quê?

 

__ Porque estão falando de planetas parecidos com a Terra.

 

__ Muito bem, eles são exoplanetas, chamados assim porque estão fora do nosso sistema solar. Os astrônomos usaram um super telescópio para identificar essa estrela anã e os planetas , que  giram em torno dela,  onde pode haver vida.

 

Vejam aqui no texto :

"Foi um cientista da Nasa que divulgou a notícia. O nome dele é Thomas Zurbuchen."

 

__ Vocês estão lembrados do que é a Nasa? Já vimos vários filmes que tratam da Nasa.

 

__ A Nasa é quem manda foguetes para o espaço, não é?

 

__ É sim, Nasa é uma agência dos Estados Unidos que faz pesquisa e desenvolve tecnologia voltadas para o estudo do espaço. Nasa quer dizer, em inglês, National Aeronautics and Space Administration (Aeronáutica Nacional e Administração Espacial). De acordo com os especialistas da Nasa, os planetas que orbitam a estrela Trappist-1 têm tamanho, composição e temperatura semelhantes às da Terra, e são também rochosos como o nosso planeta e também o planeta  Marte. Por isso eles são potencialmente habitáveis. Mas não se sabe se são de fato habitados, nem que espécies os habitariam.

_ Agora, eu quero que vocês escrevam um texto sobre esse sistema solar,  da estrela Trappist  1. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Uma palavra depois da outra


Crônicas para divulgação científica

Em 06 de Março de 2017, chegamos a 4007 downloads deste livro. 


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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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