A Brasília que não lê

Quem são esses brasileiros analfabetos residentes no DF?

Leia Mais

Projeto Leitura

O Projeto Leitura, tem como objetivo vencer um dos maiores desafios encontrados pelos professores e amantes da literatura: Criar o hábito da leitura.

Leia Mais

Projeto LEF

Projeto LEF Confira artigos, trabalhos, Vídeos, Fotos, projetos na seção do Letramento no Ensino Fundamental.

Leia Mais

Blog

Nesta aula vamos trabalhar com textos motivados pelos filmes “Fragmentado” e “Alien: Covenant”, produzidos por dois estudantes, um no fim do ensino fundamental e outro no meio do ensino médio.

O primeiro, um filme americano de terror psicológico, foi dirigido por M. Night Shyamalan, estrelado por James McAvoy e distribuído pela Universal Pictures. O segundo é também um filme americano de terror e ficção científica, dirigido por Ridley Scott  e distribuído pela 20th Century Fox. É a sequência do filme “Prometheus”, de 2012, e o sexto filme da série “Alien”.

Texto 1:

“Um filme difícil, mas bem interessante no meu ponto de vista. O filme fala sobre um homem que tinha 23 personalidades que sequestrou três inocentes garotas e às (sic) colocou em um quarto e às (sic) priva de sair dele. Billy, o homem com as 23 personalidades, não conseguia controlar quem ficava no “controle” de tudo.

As garotas (sic) depois de um tempo planejando, conseguem sair do quarto. Mas são pegas pelo homem e colocadas em quartos separados. Duas das três garotas consegue (sic) sair dos quartos, mas são mortas pelo homem após sofrer uma grande mutação. A única garota sobrevivente, (sic) conseguiu sair do quarto e depois de (sic) fugir de Billy até o final de um túnel no esgoto, mas fica sem saída no final do túnel e é encorralá-da (sic) por Billy. Mas, após ele perceber que ela tinha um coração puro, fugiu do local e a garota foi encontrada por um encanador que estava por perto e chamou a ambulância e ela foi para o hospital enquanto Billy estava pela cidade.”

Trata-se de um bom texto, coeso e informativo. Observam-se duas hipercorreções no uso inadequado do sinal de crase*. Como temos observado, o uso do sinal de crase deve ser muito trabalhado porque requer a conscientização do estudante quanto à estrutura do período, o que vai sendo adquirido lentamente ao longo das séries iniciais. No texto em questão, o estudante parece prevenir-se de um potencial erro, pondo o sinal de crase quando emprega os pronomes “as”.

Na sequência “As garotas (sic) depois de um tempo planejando, conseguem sair do quarto” é preciso deixar claro para os alunos que há uma inserção entre o sujeito* e o predicado* que terá de vir entre vírgulas. Observe-se, contudo, que a concordância verbal foi bem feita, mas logo em seguida, o mesmo verbo* no núcleo de predicado* foi usado sem a devida concordância.

É preciso alertar enfaticamente para o mau emprego da vírgula no trecho “A única garota sobrevivente, (sic) conseguiu...”.

Comparem-se as estruturas:

1. “A única garota sobrevivente conseguiu sair do quarto e depois de (sic) fugir de Billy até o final de um túnel no esgoto...”;

2. “A única garota sobrevivente conseguiu sair do quarto e depois fugir de Billy até o final de um túnel no esgoto...”.

Ao ler as duas sentenças, a competência que os alunos têm no uso da Língua Portuguesa bastará para lhes mostrar que sentença 2 é mais bem formada que a 1. Nesse caso estamos nos valendo da competência que os alunos já têm na modalidade oral da língua para o desenvolvimento da modalidade escrita.

A palavra “encorralá-da" não pertence ao léxico do estudante, que tampouco conhece a palavra “curral”. Foi preciso recorrer à internet para que o aluno, de background urbano, se familiarizasse com o conceito “curral”.

Texto 2:

“‘Alien: Covenant’ é um filme de terror e ficção científica. Para quem gosta de filmes de ficção científica sobre aliens esse filme é uma ótica recomendação. O filme narra a história de alguns passageiros que iam em uma nave em direção a um planeta novo chamado Origae-6. Em sua rota, uma onda de choque de destroços danifica severamente a nave, matando o capitão Jacob e acordando a tripulação da animação do sono criogênico. Enquanto a tripulação conserta os danos, uma transmissão de rádio é interceptada num planeta próximo. Contra a objeção (sic) de Daniels, viúva de Jacob e especialista em terraformação, o capitão substituto Christopher decide investigar a transmissão que, apesar de ser de um planeta supostamente sem vida, parece ser de origem humana.

Chegando ao local de onde vinha a transmissão, acham um android que finge ajudar eles (sic). Mas descobrem que o android matou alguns tripulantes e tentam fugir. Eles voltam a (sic) nave, mas não sabem que o android que matou os outros tripulantes estava também a bordo.”

Nesse texto, com excelente estrutura sintática, foi necessário discutir o emprego de neologismos, como “alien”, “android”, “terraformação” e “sono criogênico”. Em relação ao primeiro, já existe a palavra “alienígena”; “Android” também pode ser usado em Português, mas é preciso usar a letra “e” no final da palavra “androide”; Quanto a “terraformação” não há problemas de morfologia derivacional, mas a palavra ainda não consta em nossos dicionários impressos por se tratar de um conceito científico novo; Já sobre “sono criogênico” é preciso mostrar uma incoerência na expressão “...da animação do sono criogênico.”

Ainda no primeiro parágrafo, recomenda-se comentar o uso da palavra “objeção”. Em lugar de “Contra a objeção...” poderia ter sido usado “Apesar da objeção...”.

Por fim, os estudantes têm de perceber que a sequência “...que finge ajudar eles” pode ser usada na modalidade oral, mas deve ser evitada na modalidade escrita. Não se perca ainda a oportunidade de discutir o uso do sinal de crase no trecho: “Eles voltam à nave...”.

Brasília, julho de 2017.

Categoria pai: Seção - Blog

Faz tempo que não comento novela por aqui. Pois estou vendo "A força do querer ", repleta de dramas humanos : a mulher viciada em jogo de azar, que não admite ser dependente , a jovem que esconde a paternidade do filho , enganando o suposto pai e avós, a arquiteta especialista nos embates de sedução que pretende se casar com um homem que já é casado, a mocinha que não aceita o seu corpo, como uma forma de agressão à mãe muito mundana, a jovem que quer-se vingar do ex-noivo que a preteriu, a policial linda confrontada com a perspectiva de se apaixonar e ter de abandonar a carreira , o empresário radicalmente conservador, o advogado bem sucedido que ainda esconde uma paixão pela antiga namorada, o traficante de drogas, humanizado pela dedicação à família , e por aí vai...

Categoria pai: Seção - Blog

Nasa descobre 10 novos planetas que podem abrigar vida

Mais 219 planetas foram localizados pela Agência Espacial

Agência ANSA

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (19) a descoberta de 219 planetas fora do sistema solar, sendo que 10 podem ser habitáveis como a Terra e possuem água em estado líquido.

De acordo com a Nasa, a descoberta foi realizada graças aos resultados mais recentes do telescópio espacial Kepler, que faz sua oitava missão. "Este catálogo, fruto de medições altamente precisas, é a base para responder a uma das perguntas mais interessantes da astronomia: Quantos planetas há como a Terra em nossa galáxia?", explica Susan Thompson, coordenadora do catálogo do Instituto Seti de Mountain View, na Califórnia.

Segundo os dados, o número potencial de mundos alienígenas são um total de 4034, sendo que 2335 são verificados como planetas, e mais de 30 podem ser habitáveis.

O time do telescópio Kepler, da Nasa, identificou 219 novos candidatos a planetas, 10 dos quais são de tamanho parecido com a Terra e são encontrados na zona habitável de suas estrelasO time do telescópio Kepler, da Nasa, identificou 219 novos candidatos a planetas, 10 dos quais são de tamanho parecido com a Terra e são encontrados na zona habitável de suas estrelas

Além disso, os resultados mostram que há dois tipos principais de planetas: os grandes como a Terra e os menores como Netuno.

"Nós gostamos de pensar que este estudo de classificação planetária é igual aqueles dos biólogos que identificam novas espécies animais", disse o pesquisador da Universidade do Havaí em Manoa, Benjamin Fulton.

"Encontrar dois grupos distintos de planetas é como descobrir que os mamíferos e lagartos formam dois ramos separados da árvore evolutiva", acrescentou Fulton.

A descoberta destes dois tipos de planetas é importante na busca por vida, porque indica que cerca de metade dos planetas conhecidos na galáxia não têm nenhuma superfície, tornando-se um ambiente sem chances de habitar vida.

Categoria pai: Seção - Blog

Tolerância, intolerância, fanatismo 

Por Jaime Pinsky, historiador e editor, doutor e livre docente da USP, professor titular da Unicamp.

Na Alemanha de Hitler prevalecia a ideia da superioridade de uma suposta raça ariana, à qual, evidentemente, pertenceriam os alemães. Para não macular a pureza da raça, nem uma única gota de sangue de outras etnias deveria circular nas veias desses super-homens.  O espantoso não são os delírios ridículos, destituídos de qualquer comprovação científica. Ditadores em qualquer latitude têm sido pródigos em sonhos de grandeza que acabam se transformando em pesadelos para o seu povo. O assustador foi o fato de um povo tão culto e informado quanto o alemão ter embarcado em “verdades” como a que garantia que um loiro de olhos azuis, por mais boçal que fosse, pelo simples fato de pertencer a uma suposta raça ariana era superior a gênios como Einstein, Marx e Freud, todos eles de origem judaica.

Manipulação? Sonhos de grandeza enrustidos na alma alemã? Vingança consciente contra um inimigo poderoso? Puro interesse econômico?  O que leva uma pessoa, um grupo de pessoas, todo um povo, uma nação inteira a se fanatizar?

Há quem diga que o primeiro passo em direção ao fanatismo é a intolerância. E então, o que leva as pessoas a se tornarem intolerantes? A esposa daquele primo de Goiânia, que parecia tão pacífica, aquela mesma que faz uma broa de milho deliciosa, não está dizendo que tinha que ir todo o mundo para a cadeia, menos os militantes do partido dela? Que se houve algum desvio de dinheiro foi por necessidade política e que isso não é crime? Não está vibrando com a prisão de gente “do outro lado”, estes sim um bando de safados, aliados dos bancos e da grande mídia? Quando perguntei para a Estela (ops, eu não devia revelar o nome dela) se o partido dela não tinha beneficiado e sido beneficiado por grandes empresas ela me pediu pra não fazer mais parada em sua casa para bater papo e tomar café, pois não tínhamos mais nada em comum.

Por outro lado aquele tio em terceiro grau não acha que pobre é pobre porque não trabalha, se trabalhasse ficava todo mundo rico? Não diz que deveriam exigir pós-graduação em administração para qualquer gestor (ele não usa mais a palavra prefeito e governador) e comprovação de independência econômica, já que quem tem dinheiro não precisa roubar? (E não adianta eu dar exemplos de um grande empresário, ladrão notório dos cofres públicos, impedido de sair do país e prestes a coroar sua vida com alguns anos de cadeia).

Temos de tudo por aqui. Os que ainda negam a importância do agronegócio, querendo a volta da pequena propriedade ou até a implantação do kibutz, experiência já abandonada até em Israel. E os que acham que a ação de jagunços assassinos dizimando posseiros e índios é um mal menor, em face da modernidade e dos lucros com a exportação obtida pelas grandes empresas.

Grupos de opinião diferentes se digladiam nas redes sociais. Mais do que argumentos consistentes ou ideologias bem fundamentadas, vemos a intolerância para com o outro manifestada de forma superficial e grosseira. Claro que a rapidez e a facilidade para emitir opiniões ajudam muito; basta acionar o celular com os polegares e o estrago está feito: irmãos rompem amizade, tios viram a cara para sobrinhos, amigos se ofendem e deixam de se falar por muito tempo. Mas não podemos jogar a responsabilidade no WhatsApp ou no Facebook. Por trás das redes sociais, por trás do celular, por trás dos dedos, há um ser humano intolerante, convicto de que as únicas verdades são as suas.

Difícil convencer os donos dos polegares que ouvir o outro, tolerar uma opinião contrária à sua, não implica, necessariamente, concordar com ele ou abrir mão de suas próprias convicções. Confundimos, muitas vezes, tolerância com fraqueza, com complacência. Não tem de ser assim. Tolerar opiniões contrárias às nossas não quer dizer a mesma coisa que tolerar violência, racismo, homofobia. Pois há tolerâncias e tolerâncias.

O intolerante, com frequência, se aproxima e se confunde com o fanático. É aquele que acha que “o outro” é inferior. Em pleno século XXI, ainda existe preconceito e intolerância contra negros, mulheres, homossexuais, imigrantes, migrantes, idosos, praticantes de religiões diferentes das nossas. Ao desenvolver uma intolerância contra “o outro”, o intolerante busca se afirmar como superior, como pertencente a uma maioria imaginária que teria como obrigação marginalizar, combater e até eliminar quem não cerra fileiras com suas ideias, aparência, opção sexual e até time de futebol. A violência é um subproduto dessa atitude.

Categoria pai: Seção - Blog

Durante o fim de semana, António Guterres demonstrou publicamente a sua vontade de ver o português tornar-se uma das línguas oficias das Nações Unidas. Nem 24 horas depois, o pedido do futuro secretário-geral das Nações Unidas teve resposta, e positiva.

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou ontem, durante a XI Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a aprovação da proposta para que o português seja uma língua oficial na ONU. O presidente da República português explicou ainda que a proposta não consta da declaração final desta cimeira da CPLP, mas foi aprovada por aclamação, e adiantou que foi feita pelo Presidente do Brasil, Michel Temer.

Antes do anúncio, questionado por jornalistas à margem da cimeira, Guterres fez questão de se mostrar a favor dessa mudança. “Naturalmente que eu próprio gostaria muito de ver isso concretizar-se, mas essas são decisões da Assembleia-Geral das Nações Unidas. E uma vez mais digo: ainda não sou secretário-geral das Nações Unidas”, acrescentou. Sem adiantar mais pormenores, adiantou apenas que se estaria a trabalhar nesse sentido: “Eu suponho que essa não é uma questão do secretário-geral, é uma questão da CPLP, dos países de língua portuguesa. Sei que existe essa aspiração, e essa é uma aspiração muito importante”.

Recorde-se que atualmente são seis as línguas oficiais da ONU: o castelhano, o inglês, o mandarim, o russo, o francês e o árabe.

Categoria pai: Seção - Blog

Uma palavra depois da outra


Crônicas para divulgação científica

Em 20 de Junho de 2017, chegamos a 4585 downloads deste livro. 


:: Baixar o e-book para ler em seu Macintosh ou iPad
:: Baixar PDF


Novos Livros

Perfil

Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

Leia Mais

Publicações

Do Campo para a cidade

Acesse:

 

Pesquisar