A Brasília que não lê

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Assisti em 11 de maio de 2014 ao filme Getúlio, e gostei muito . Os pontos altos são o desempenho de Tony Ramos e a excelente fotografia de Walter Carvalho. Mas o roteiro também é muito bom e as imagens do Catete nos fazem recordar um Brasil cujos palácios ostentavam uma decoração rococó, e pensar na ruptura que significou a construção de uma nova capital, distante do litoral e das tradições que o Rio de Janeiro preservava. Tão diferente a sede do governo no Rio dos prédios monumentos em Brasília, clean, despojados , inaugurando a modernidade no Brasil. Voltando ao Getúlio, como me lembro do dia 24 de agosto de 1954. Eu estava com minha mãe, em Pouso Alto, sul de Minas, na casa de minha avó materna. Estávamos só as duas, minha avó lidando na cozinha, meu pai viajando, minha irmã mais velha no colégio interno e a mais nova, ainda bem pequena, na casa de uma tia, muito querida, que cuidou dela por um período. Minha mãe ouviu a notícia pelo rádio. Não sei se à época ecos da crise política desencadeada pelo crime da Rua Tonelero e pela campanha ferina de Carlos Lacerda contra a corrupção em torno de Gregório, o guarda-costas do presidente, abalavam pequenas e remotas localidades. Não me lembro. Era um Brasil muito diferente, com pouca difusão de informações . Até nós só chegava o rádio , algumas revistas femininas e jornaizinhos provincianos. Minha mãe assustou-se com a notícia. Ela vivera algumas décadas antes o trauma da Revolução de Trinta, pois morava na divisa entre São Paulo e Minas, próximo ao túnel onde se deram os combates, no município de Itanhandu, e onde o jovem médico, Juscelino Kubitscheck, atuou no hospital de campanha. Meu avô, fazendeiro, levou a família toda para a roça, temeroso dos acontecimentos. Minha mãe gostava do Getúlio, que havia criado a Previdência Social ( O Instituto), o salário mínimo, a Petrobras e promulgado a lei que garantiu o sufrágio feminino, pois até então as mulheres não votavam. Diante da notícia do suicídio do presidente, chamou-me para rezarmos pelo Brasil. Pois ontem me deu vontade de rezar novamente pelo Brasil.

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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