Outro dia, uma amiga comentou sobre o trabalho que dá criar um filho. Ela tem dois. Educar desde pequeno, dar bons exemplos, escolher uma boa escola, tentar que os amigos sejam bons. E que, quanto mais passa o tempo, mais se têm dúvidas sobre se o que você está fazendo vai bastar.
Acho que essa foi a dúvida de nossos pais, avós, bisavós e gerações e mais gerações.
Claro que hoje vivemos uma relação bem mais aberta, o que de certa forma dificulta e faz o desafio aumentar.
Ela dizia algo sobre começar a estudar com o mais velho às 21h, depois de um dia estafante de trabalho. Mas estava lá, firme, sem deixar a peteca cair.
Um estudo feito aqui no Chile aponta que, quanto mais o envolvimento dos pais no estudo dos pequenos, melhores são os resultados deles na escola. Não apenas nas provas, mas no aprendizado, no interesse, na atenção.
Falamos muito em que na pátria educadora sonhada pelo governo, faltam boas escolas. Mas podem faltar também pais mais presentes e interessados também. Não é apenas dever da escola, mas presença paterna e materna no acompanhamento.













Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.


