Entrevista dada por Stella Bortoni a Gustavo Rodrigues

Editor

Revistas Profissão Mestre e Gestão Educacional

 

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De que maneira uma escola pode influir na família do aluno carente?

 

Pesquisas no Brasil e no exterior mostram que o envolvimento da família com  atividades da escola contribui para o aproveitamento dos alunos. Recentemente, os dados divulgados pelo INEP, obtidos pelos sistemas nacionais  de avaliação, mostraram que os 37 municípios de melhor desempenho escolar incluíram em  sua política educacional a participação das famílias.  (Veja artigo em www.stellabortoni.com.br  sobre os 37 municípios campeões de aprendizagem)

Como ela pode estender a transmissão do conhecimento para além dos muros da escola?

Em um país como o nosso, com um índice muito alto de analfabetos funcionais entre os adultos ( cerca de 23 dos adultos conforme o INAF, www. ipm.org.br) , as escolas localizadas em  localidades com  baixo índice de desenvolvimento humano, IDH,   têm de incorporar  mais uma tarefa: exercer o papel de agente de letramento junto  às famílias de seus alunos. Há várias maneiras de se fazer isso. Por exemplo, desenvolvendo projetos de leitura  em que as crianças levam livros para casa e lêem para os pais ou comentam com eles o teor do livro.  Outras atividades são  iniciativas como teatro, filmes, festas juninas etc.  extensivos  às famílias. Não se deve esquecer também que  cabe às escolas estimularem os pais para que freqüentem com assiduidade  as reuniões das  APM, associações de pais e mestres.

Que diferença pode fazer uma escola envolvida com a sociedade?

Os benefícios são recíprocos.  A escola se beneficia do acompanhamento de seu trabalho pedagógico pelas famílias, que assim estimulam os filhos;  as famílias apreciam a oportunidade de estarem mais ativas no processo de educação de seus filhos. Também se beneficiam de atividades culturais promovidas pela escola. Em comunidades muito carentes, são raras as oportunidades de lazer e  de participação em práticas sociais letradas, e quando as escolas as promovem, elas são bem-vindas.

As pessoas subestimam a capacidade de uma escola mudar o meio onde ela se encontra?

Não conheço  pesquisas sobre o tema, mas creio que, no senso comum, a relação escola-comunidade é bem vista.

Qual o potencial da escola como transformadora social?

 

E escola é por excelência um agente de letramento e pode atuar também como um agente  divulgador de práticas de saúde e de convivência harmoniosa entre as família, trabalhando contra a violência.  Em especial, se os jovens têm oportunidade de lazer na escola, nos fins de semana, por exemplo, saem da rua e ficam menos expostos  à violência, ao tráfico de drogas, etc.

Hoje as particulares também realizam ações parecidas?

Ver, a propósito da atuação de empresas, os projetos de empreendedorismo do Instituto Credicard, em São Paulo: “ Jovens escolhas em rede com o futuro”, SP: Umbigo do mundo, 2005

Qual o poder de transmissão de valores e culturas utilizando o aluno como ponte?

É natural que os pais  se sintam motivados a participarem de atividades sugeridas pelos filhos. Fazem isso com alegria e com orgulho por verem os progressos dos filhos na cultura letrada, com a qual eles próprios, muitas vezes, têm pouca convivência.




 

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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