O drama do fim de ano

Estamos no mês de novembro. Normalmente é um mês sufocante para todos os integrantes de uma escola. Isso porque, dentre todos os percalços comuns da vida particular, há mais um: a inflamação dos ânimos e dos humores dos pais e dos alunos depois dos resultados das avaliações do terceiro bimestre.

É nesta época do ano que as famílias acordam para o risco do filho reprovar. Isso porque as notas do terceiro bimestre, com às dos outros dois anteriores, podem deixá-lo numa situação complicada. O que ele - e a família - não levou tão a sério, agora toma outra nuance.

Fico impressionada como muitas famílias só se atentam para esse perigo agora, em novembro, às vésperas do fim do ano letivo. Claro que há situações piores ainda, quando as famílias ainda estão dormindo neste ponto e vão perder o bonde da aprovação. Um caso sério!

Com tantos anos de experiência nessa área da educação, vejo todos os anos o mesmo tipo de desespero dos pais. Digo desespero dos pais porque muitas vezes o filho, que é o aluno, não está nem aí. Não esquenta muito a cabeça. Mas os pais, temendo pelo pior, se desesperam e, não raras vezes, pedem ajuda.

E pedem ajuda para fazermos algo para que o filho acorde para o mundo e estude aquilo que não estudou durante todo o ano. Muitas vezes é difícil recuperar o que foi deixado para trás, mas sempre há uma esperança. E é nesse fio de esperança que muitos pais se agarram.

Em se tratando de conceito, o que podemos avaliar com tais situações tão normais do dia-a-dia da escola:

- pais apavorados;

- crianças desesperadas;

- pais supondo que a culpa seja da escola;

- crianças supondo que os professores é que são ruins;

- pais sugerindo pagamento pela aprovação;

- alunos sugerindo conselho de classe com piedade.

Sempre digo a todos que vêm falar comigo que, desde a tenra idade devemos trabalhar em nossos filhos - nossos alunos - que a responsabilidade na escola é diária. Que é um processo constante de estudo e leitura. E para os pais, uma vigília de 24 horasdia, 365 diasano para conseguirem um resultado tranquilo e controlado.

O assunto fica meio sem rumo e solução quando o caso é a falta de controle da vida acadêmica dos filhos pelos pais. Como a escola pode se amparar neste caso?

Vejo que quando a matrícula é bem feita, no sentido de a escola passar aos pais como irá trabalhar durante todo o ano, que haverá convocações (e há necessidade imperiosa de participação dos pais!) para serem passadas informações de como o filho está caminhando na evolução do conhecimento, o resultado pode ser favorável a todos. Mas se isso não acontece, com certeza haverá estresse no final de ano.

A família tem quer perceber que é necessário ter esse acompanhamento. Que a escola precisa agir dessa forma, mas que os pais também precisam caminhar juntos,lado a lado. Não podem querer apenas deixar o filho na porta da escola, nunca participar de nada e, no fim do ano, exigir uma aprovação. Isso não existe! A criança precisa saber que tem atendimento e responsáveis por ela.

A escola sozinha não consegue muita coisa. Os pais ou os responsáveis pelos alunos têm que ser parceiros. E é preciso que cada vez mais os pais tenham em mente uma coisa muito, mas muito importante. Se não estão gostando do modo como escola faz, o contrato pode ser rescindido a qualquer momento. Mas o contrato de pais para com os filhos é para sempre. Uma responsabilidade que exige cuidados eternos.

 

Categoria pai: Seção - Notícias

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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