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A alfabetização no Brasil não avança. O Pnaic falhou?

Pacto pretendia garantir que todos os brasileiros lessem e escrevessem até os oito anos, mas estamos longe disso

Por: Pedro Annunciato

 

O Pnaic, lançado no final de 2012, foi uma das apostas do MEC para resolver o problema crônico da alfabetização na Educação brasileira. (Foto: Agência Brasil)

Um projeto quase estagnado. Números da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) em outubro mostram que houve pouco avanço em leitura, escrita e Matemática entre 2014 e 2016. Para se ter uma ideia: dos mais de 2 milhões de alunos entre 7 e 10 anos que fizeram o exame em 2016, apenas 45,27% obtiveram um nível de proficiência considerado satisfatório para leitura. Em 2014, eram 43,83%.

Esses dados aparecem cinco anos depois de o MEC ter lançado o Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), criado justamente para tentar mudar a situação. Inspirado em políticas que deram certo no Ceará, o Pnaic apostou em parceria direta com os municípios, além de distribuir materiais didáticos e realizar programas de formação docente por meio de universidades públicas. Foi nesse contexto que a ANA surgiu: para acompanhar o impacto das ações no aprendizado das crianças.

À época, o programa foi visto como um avanço por colocar a alfabetização, um problema crônico no sistema de ensino brasileiro, no centro das políticas públicas. Por outro lado, houve críticas a respeito da estruturação e das metodologias adotadas em alguns materiais.

Ao anunciar os números, o governo federal sinaliza que já não acredita tanto no Pnaic. Tanto que anunciou a criação da Política Nacional de Alfabetização – que, na prática, impacta diretamente o modelo anterior. O MEC pretende, agora, ampliar a articulação com as redes e colocar 200 mil contratar auxiliares para ajudar os professores dentro das salas de aula, entre outras medidas.

LEIA MAIS: Nova política do MEC coloca assistentes de alfabetização nas escolas

De quem é a culpa?

Embora a ANA tenha sido criada em 2013 para acompanhar o impacto de políticas como o Pnaic, especialistas ouvidos por NOVA ESCOLA não acham que os números ruins de 2016 sejam suficientes para constatar que o pacto falhou. “Embora os resultados sejam, sim, preocupantes, não dá para falar ainda em uma tendência. Quando se cria uma nova política, geralmente não se avança muito no início”, explica Ernesto Martins Faria, fundador e diretor do Portal Iede e especialista em análises estatísticas.

Antônio Gomes Batista, coordenador de pesquisas do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) levanta outra questão. “O MEC não fez, ainda, uma pesquisa profunda sobre o Pnaic em si. Ele é, antes de tudo, um programa de formação, e isso leva tempo para chegar à sala de aula”, explica. “Não se pode olhar só para os dados gerais e por região. Para ter uma ideia melhor do que está ocorrendo, seria necessário analisar o desempenho por estados e municípios”, argumenta Isabel Frade, diretora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da UFMG.

A especialista acompanha de perto o Pnaic em municípios de Minas Gerais e diz que o programa de formação tem impactado positivamente a aprendizagem no estado. “E é preciso considerar outros problemas que fogem ao controle do Pnaic. Em algumas cidades, por exemplo, a falta de professores concursados fez com que muitos docentes que passaram pelo Pnaic, mas tinham contrato temporário, fossem demitidos. O trabalho de formação se perdeu”, conta Isabel.

Medidas precipitadas

Diante da ausência de uma avaliação mais profunda sobre o Pnaic, as medidas divulgadas pelo MEC, como a colocação de um segundo educador dentro da sala, podem ser um tiro no escuro. “Essas mudanças muito bruscas precisam ser vistas com cautela. Em vez de tentar implementar logo de cara um programa com 200 mil auxiliares, seria melhor realizar projetos-piloto menores, medir os resultados”, alerta Ernesto.

“A meu ver, o problema principal é que estados e os municípios não conseguem estabelecer uma política de formação e de acompanhamento de resultados. E são esses entes federativos que, de fato, chegam à ponta”, diz Antônio. “O Pnaic, por exemplo, praticamente descarta a participação das redes estaduais. Não há clareza se essa nova política resolverá esse problema de desarticulação”, completa.

A política anunciada pelo MEC sinaliza para uma maior integração das redes públicas às ações. Mas, a exemplo do que fez na reforma do Ensino Médio, o ministério pouco avançou nos detalhes do que será feito. O Pnaic, portanto, pode ser alterado antes mesmo de seus resultados serem melhor avaliados – e por experiências pouco testadas na Educação Brasileira.

 

 

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Exposição dedicada a Tarsila do Amaral ganha painel de divulgação na Times Square

POR ANCELMO GOIS

15/02/2018 08:30

Tarsila na Times Square

A exposição dedicada a Tarsila do Amaral (1886-1973), no MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York, ganhou este painel de divulgação em plena Times Square. A obra retratada na imagem é “Cartão-postal”, de 1929.

 

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Paraíso do Tuiuti 2018

Samba-enredo

 
Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor?
Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz
Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê Calunga, ê! Ê Calunga!
Preto velho me contou
Preto velho me contou
Onde mora a senhora liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor
E assim quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Seu eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação
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Samba Enredo 2018 - Monstro É Aquele Que Não Sabe Amar (Os Filhos Abandonados da Pátria Que Os Pariu)

G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis (RJ)

  

 

Sou eu

Espelho da lendária criatura

Um monstro

Carente de amor e de ternura

O alvo na mira do desprezo e da segregação

Do pai que renegou a criação

Refém da intolerância dessa gente

Retalhos do meu próprio criador

Julgado pela força da ambição

Sigo carregando a minha cruz

À procura de uma luz, a salvação!

 

Estenda a mão meu senhor

Pois não entendo tua fé

Se ofereces com amor

Me alimento de axé

Me chamas tanto de irmão

E me abandonas ao léu

Troca um pedaço de pão

Por um pedaço de céu

 

Ganância veste terno e gravata

Onde a esperança sucumbiu

Vejo a liberdade aprisionada

Teu livro eu não sei ler, brasil!

Mas o samba faz essa dor dentro do peito ir embora

Feito um arrastão de alegria e emoção o pranto rola

Meu canto é resistência

No ecoar de um tambor

Vem ver brilhar

Mais um menino que você abandonou

 

Oh pátria amada, por onde andarás?

Seus filhos já não aguentam mais!

Você que não soube cuidar

Você que negou o amor

Vem aprender na Beija-flor

 

 

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A novela “O outro lado do paraíso” continua girando em torno do tema abuso sexual de menor.  O agressor , que é delegado, está completamente desorientado, pois não imaginava que  a sua vítima, Laura,  viesse a delatá-lo um dia. Está cometendo desatinos. Já agrediu uma pessoa  ( a Clara) por ter ajudado Laura a recuperar a memória e, o que é pior, fez uma declaração de amor à Laura, sem medir consequência, pois uma declaração dessas equivale a  admitir sua culpa.  O autor, Walcyr Carrasco parece disposto a trazer à luz problema geralmente cercado de  segredos, inclusive o segredo de justiça.  Ele também é um entusiasta das técnicas de ‘coaching’, o que vem gerando polêmicas no ninho dos psicólogos e psiquiatras. Não obstante essa polêmica, O tema escolhido pelo  novelista é sem dúvida de utilidade pública.  Me disse alguém que o pedófilo será preso proximamente.  Assim espero.

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Em 15 de Fevereiro de 2018, chegamos a 435 downloads deste livro. 
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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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