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EDITORIAL

Aprender com evidências

  Eduardo Anizelli - 5.nov.2015/Folhapress  
SOBRAL, CE, 05.11.2015: BRASIL-OBQDC - Série O Brasil que Dá Certo - Alunos da escola E.I.E.F. Elpidio Ribeiro da Silva, em Sobral (CE). Os resultados da cidade do interior do Ceará no Ideb são impressionantes. Entre todas as escolas do Brasil, que atendem alunos pobres e possuem mais de 90 alunos, as 11 melhores estão na cidade (considerando as notas do Ideb 2013, no 5º ano do fundamental). (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
Sala de aula em escola pública de Sobral, no Ceará
 

Na última prova da avaliação internacional Pisa, estudantes de 15 anos do Brasil se saíram muito mal. Entre 70 países avaliados, o país ficou no 65º em matemática, 63º em ciências e 59º em leitura.

A situação preocupante do ensino público no país resulta de múltiplos fatores, da formação acadêmica deficiente dos professores a modas pedagógicas ultrapassadas, da indisciplina dos alunos ao absenteísmo de profissionais. Apesar disso, muitos insistem na solução única e simples: mais verbas.

Verdade que pagar melhores salários ajudará a recrutar docentes mais qualificados, mas não garantirá, por si só, seu bom desempenho em sala de aula. Para tanto se faz necessário dar-lhes treinamento em técnicas didáticas de eficácia comprovada e, em seguida, monitorar sua aplicação e recompensar os mais bem-sucedidos.

Pesquisa piloto conduzida no Ceará, patrocinada pelo Banco Mundial e outras entidades, demonstrou que pequenas intervenções na gestão do tempo podem fazer diferença considerável.

O experimento abarcou 350 escolas. Em 175 delas, tudo permaneceu igual; na outra metade, cada integrante do corpo pedagógico recebeu uma cópia do livro "Aula Nota 10", de Doug Lemov.

Além disso, coordenadores tiveram três sessões de treinamento sobre práticas didáticas. Também lhes foi franqueado acesso a especialistas por meio digital.

O objetivo central era aumentar o número de horas dedicadas à aula propriamente dita, ou seja, instrução. Para tanto, os orientadores compartilhavam com docentes sugestões para diminuir o tempo aplicado em tarefas administrativas, como fazer chamadas, e no combate à indisciplina em classe.

As escolas do Brasil são campeãs mundiais no desperdício. Por aqui, um quinto do período em sala de aula acaba dissipado em atividades e tarefas não educacionais.

Ao longo de 2015, os estabelecimentos cearenses submetidos à intervenção experimental tiveram um ganho médio de 59 horas de fato dedicadas a ensinar. É o mesmo que duas semanas a mais de aula.

Quanto à aprendizagem, esses colégios obtiveram em média 4 pontos a mais em matemática no sistema de avaliação do Ceará, o que equivale a um terço do que se aprende num ano letivo. Em português, foram dois pontos.

É assim, com pequenas conquistas, várias e somadas, que o Brasil pode vencer a batalha da qualidade do ensino —desde que haja clareza sobre objetivos a alcançar e se desfaça a miragem de que basta despejar recursos na educação. 

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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