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Passei aos meus alunos, para uma rápida leitura, uma pequena anedota sobre Napoleão, que teria sido “atacado” por um bando de coelhinhos.

O texto foi publicado na revista Aventuras na história – História maluca: Napoleão contra os coelhos em abril de 2017 na edição 167 p.23 da revista.

Obra de Jacques-Louis David, pintada em óleo sobre tela em 1812, com o título O Imperador Napoleão em seu Escritório no Palácio de Tulherias.

A seguir temos o início do texto lido:

“Naquele mês de julho de 1807 o imperador estava em um ótimo humor. Havia acabado de assinar os acordos de Tilsit com a Prússia, consolidando suas vitórias e dando início a um período de (precária) paz no continente...”

Muito rapidamente informei a eles quem havia sido Napoleão. E fomos ao mapa da Europa para localizar a França.

Em seguida, acessamos a internet para responder à questão:

__ Que país é a Prússia?

Historicamente a Prússia foi uma poderosa nação europeia do século XIX. Teve grande influência na história da Alemanha e da Europa. A região da Prússia ocupava uma vasta região, que hoje conhecemos por: Dinamarca, Alemanha, Bélgica, Polônia, República Checa, Lituânia e Rússia. Essa definição nos levou novamente ao mapa da Europa para localizar cada um dos países contemporâneos citados.

Seguem-se trechos do diálogo entre Professora e alunos e reprodução de duas resenhas que os alunos fizeram.

__ Vocês sabem quem foi Napoleão?

__ Silêncio.

__ Napoleão foi um grande general que governou a França depois da Revolução Francesa no século XVIII.

Texto 1:

Napoleão foi um grande governador que conduziu a França na época da Revolução Francesa ajudando a população a fazer a (sic) França uma democracia.

Mesmo sendo um grande homem foi inspiração de piadas quando foi brutalmente atacado por perigosos coelhinhos que tinham sangue nos olhos, todos subindo em cima de suas pernas.

Além de ser governador foi um general reconhecido por ganhar diversas batalhas contra outros países contra a revolução.

O aluno usou a palavra “governador”, como uma palavra genérica, por desconhecer o verdadeiro status de Napoleão, que foi um imperador. Tampouco conhecia as palavras “esquiva”, “guerreiros espartanos”, “coche” e “arredavam”, discutidas a seguir.

Esquiva: quando queremos desviar-nos de alguém, algum perigo ou algum objeto usamos uma estratégia de esquiva. Por exemplo:

Os dois bandos de meninos foram caminhando para se enfrentarem, mas o bando mais jovem resolveu dobrar a esquina, como uma estratégia de esquiva, e saiu correndo. Os mais velhos, então, desistiram de correr atrás.

Guerreiros Espartanos: já estudamos que Esparta era uma cidade-estado grega habitada por valentes guerreiros. O auge da civilização espartana foi do século VI ao século IV antes de Cristo (a.C.). Vamos nos lembrar que contamos as datas a.C. de forma decrescente.

__ Vejam exemplos de frases com as palavras que aprendemos.

Apenas 300 guerreiros espartanos defenderam sua cidade de um enorme exército persa em 480 a.C.

Nos primeiros séculos da história do Brasil, as pessoas ricas andavam de coche, que é um tipo de carruagem puxada por cavalos.

O Imperador Dom Pedro II viajava de coche no Rio de Janeiro, com sua família.

Arredar: “arredavam”, do verbo “arredar”, é o ato de não sair do lugar.

“Os coelhos não arredavam de Napoleão.”

O texto foi lido uma segunda vez em voz alta com o objetivo de chamar a atenção para palavras do campo semântico de guerra, portadoras de ironia, por exemplo: “Cercado por todos os lados e em séria desvantagem numérica, o general tomou a decisão estratégica mais sensata e bateu em retirada – mas uma retirada em ataque, atirando coelhos pelo caminho e da janela do coche.” A palavra “ironia” foi explicada e professora e alunos procuraram exemplos de ironia no texto.

Texto 2:

Lá estava Napoleão, no ano de 1807, com ótimo humor, pois havia acabado de assinar os Acordos de Tilsit com a Prússia, consolidando suas vitórias e dando início a um período de (precária) paz no continente. Para celebrar isto, Napoleão propôs um de seus passatempos favoritos, que é caçar coelhos.

Uma propriedade nos arredores de Paris parecia perfeita para uma tarde para caçar bichos fofinhos. Os coelhos foram soltos na propriedade, mas uma pequena revoltinha (sic) fez com que Napoleão fosse simplesmente derrubado pelos pequenos coelhos, sendo assim derrotado por coelhos.

Essa segunda resenha foi mais calcada no texto lido que a anterior. Trouxe, talvez por isso, maior riqueza de detalhes.

Professora e alunos compararam então uma sentença sem informações detalhadas com a sentença usada no texto e discutiram os detalhes que enriqueceram a narrativa:

1. Em 1807, Napoleão estava feliz porque a Europa estava em paz.

2. Lá estava Napoleão, no ano de 1807, com ótimo humor, pois havia acabado de assinar os Acordos de Tilsit com a Prússia, consolidando suas vitórias e dando início a um período de (precária) paz no continente.

Brasília, maio de 2017.

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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