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Nesta aula iremos reproduzir dois textos sobre o filme de ficção e fantasia “Kong: A Ilha da Caveira”, estrelado por Samuel L. Jackson, dirigido por Jordan Vogt-Roberts e produzido pela Warner Bros.

Texto 1:

Soldados de um exército são convocados para uma nova missão em uma ilha recém descoberta.

Após chegarem até a misteriosa ilha, se depararam com um enorme macaco, que, por estarem jogando bombas na ilha, destruiu os helicópteros (sic) que os soldados estavam, fazendo com que restam (sic) apenas alguns sobreviventes. Eles caem em lugares longe uns dos outros, então eles começam a busca pelos outros sobrevivente. Só que uma coisa que eles não sabiam é que, (sic) não seria tão fácil assim como eles acharam que seria.

Monstros começam a sair de dentro da terra e animais da floresta dessa ilha começam a atacar os sobreviventes e eles são obrigados a defenderem (sic) deles. O capitão teve um ideia de querer explodir a ilha para matar Kong, mas os pesquisadores e a fotógrafa que estavam com eles, ficaram contra essa ideia, pois queriam salvar Kong e não matá-lo. Os aliados, depois de muita briga, ficaram contra o capitão, e ele como estava sozinho morreu pelo Kong e os outros foram resgatados por helicópteros enviados até lá.

Ao referir-se a “um exército”, a aluna (sétimo ano do ensino fundamental) demonstra não ter muita noção do contexto geográfico onde se passa a história.

Em “os helicópteros (sic) que os soldados estavam”, é possível notar a supressão da preposição* “em”. A supressão de preposições antes do pronome relativo*  é um traço muito comum no nosso Português.

Na passagem “fazendo com que restam (sic) apenas alguns sobreviventes.”, a autora usou adequadamente a concordância verbal com o sujeito posposto, mas há problemas no tempo verbal. Seria indicado o pretérito imperfeito do subjuntivo* (restassem).

No uso da expletiva “é que” no trecho “eles não sabiam é que, (sic) não seria tão fácil...”, houve problema no uso da vírgula. O emprego de vírgulas é um capítulo a ser trabalhado durante todo o ensino básico.

O verbo* “defender” em “são obrigados a defenderem (sic) deles” é pronominal, mas há uma tendência do Português contemporâneo do Brasil a se omitir os pronomes* nesses casos.

Texto 2:

“Kong” é um macaco de diâmetro, mais ou menos, igual a (sic) de um prédio (sic) de uma força inacreditável.

Esse grandioso macaco habita em uma ilha nunca explorável (sic) até o momento (sic) que cientistas e soldados americanos vão até essa ilha misteriosa para examinar o território de toda a ilha.

Ao chegarem jogam bombas no solo para, segundo um cientista, mapear toda ilha e ter informações sobre o solo, mas ao jogarem as bombas são atacados por Kong, o macaco que habita a ilha.

Após alguns sobreviventes cairem (sic), eles conhecem um homem que está ali a (sic) muito tempo preso na ilha e ele conta a história de Kong e todos os seres monstruosos que existe (sic) na ilha.

Todos tentam ir a um resgate  que está a caminho deles, mas o coronel feril (sic) gravimente (sic) Kong apenas por vingança por seus homens que morreram, mas ao atacar Kong um ser gigantesco aparece para matar Kong e os cientistas e soldados, mas Kong consegue dete-lo (sic) e ajudando os visitantes a pegarem o resgate e eles vão embora.

No primeiro parágrafo foi preciso mostrar que a preposição* “a “ deveria ser conjugada ao artigo* “o” (ao). O artigo* “o”, no caso, refere-se ao “diâmetro de um prédio”. Ao ler em voz alta os próprios alunos estranharam a ausência do artigo. Esse é um caso em que a competência na língua oral favorece o uso adequado da língua escrita. Na sequência, o aluno (primeiro ano do ensino médio) omitiu a conjunção “e”.

Foi necessário também explicar a diferença entre “uma ilha nunca explorada” e “uma ilha nunca explorável (sic)”. Essa confusão pode ser muito frequente, e Professora e Alunos comentaram o significado do sufixo* “-vel” (com verbos da primeira conjugação* “-ável”), como em “explorável”, “habitável” e “inquebrável”: que se pode explorar, que se pode habitar e não se pode quebrar.

No caso da omissão da preposição “em” no trecho “até o momento (sic) que cientistas...”, ver observação do primeiro texto (“os helicópteros (sic) que os soldados estavam”).

No terceiro parágrafo, note-se a erro de ortografia: “caírem” e, especialmente a questão do uso do verbo* “haver”: “um homem que está ali a (sic) muito tempo”. Esse uso tem de ser constantemente trabalhado em sala de aula. No mesmo parágrafo ocorre um problema de concordância verbal em “todos os seres monstruosos que existe (sic) na ilha.”

O texto ainda oferece uma boa oportunidade para o trabalho com o perfeito do indicativo*: “feriu” em comparação a “feril”. Foi chamada a atenção ainda para as questões ortográficas em “gravimente” e “dete-lo”.

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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